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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Inauguração da Exposição de Victor Silva Barros 15-12-12

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Agostinho Costa e Victor Silva Barros
 
 
 
 Victor Silva Barros
 O autor da exposição a assinar um catálogo



sábado, 1 de dezembro de 2012

Texto para Catálogo

Fazem Bocências a fineza de desculpar a mal alinhavada prosa - fossem outros
os tempos e havia de esmerar o florilégio, aguçar a pena e o engenho (que pou-
co seja, o labor ajuda).
Só que  


do fundo da gruta de eremita ou cela de monge medieval ou espaço de solidão
sòmente, olho os escombros da civilização
e pesam-me nos ombros (os meus anos, as minhas desilusões? ) as
vozes de todos os mortos pelos direitos dos outros, a felicidade dos outros - que
silênciam os canalhas - os séculos de libertação desfeitos numa década para que a
escravatura tecnológica do fascismo financeiro se instale (provavelmente sem que
sequer saiba no fundo bem para quê, talvez só porque sim, porque pode).

À volta, os senhores das comissões liquidatárias (dos países, da liberdade, da huma-
nidade), nem governantes, nem imbecis, nem,
apenas pobres de espírito catando as migalhas que lhes atiram antes de os despeja-
rem no caixote do lixo onde afinal sempre estiveram sem saber, quando acabarem
o serviço que lhes encomendaram
nem traidores, nem ao menos salafrários, apenas cria-s nemsabendo ao certo de quem.


À volta as vozes do dono dos media, os defensores dos direitos, as associações de
caridade, as fundações, a democrática escolha entre A e A, a
- que o resto do alfabeto se refere a terroristas, anar-
quistas, sindicalistas, desgraçados, desempregados, gentuça individada, jovens sem
futuro, velhos sem presente, pretos, amarelos, azuis às riscas ( bons para servir de
alvo às bombas dos drones da civilização ). E bolas para a educação, a saúde, a dig-
nidade.
(Já, sei: “toda a palafrenária do populismo”.) - mesmo assim:


À volta…



Era uma vez um país que não era, numa europa que não era, num mundo que não
era. Ganiam os cães, corriam os polícias apetecendo-lhe estar em casa mas baten-
do na populaça, que era o que sabiam e lhes tinham mandado fazer. As prostitutas
batiam a estrada, a banca engordava, os pobres alimentavam os ricos como lhes
competia, o exército levava a paz à força às terras do fim do mundo, que nem sa-
biam onde ficavam…
eram todos felizes e comiam perdizes


Até que.
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Enfim, insignificâncias só significantes na situação do olhar.

A verdade é que não sou eremita sonhando paraísos, nem monge medieval cantando
hossanas e pintando iluminuras, não tenho uma gruta ou cela de convento de muros
seguros onde me abrigar dos ventos de iniquidade que sopram.
Talvez nem a so-
lidão de onde olhe estes escombros da civilização, nem afinal o peso dos anos ou as
desilusões:
mas nos ombros pesam-me, isso sim, as vozes de todos os mortos
pelos direitos dos outros, a felicidade dos outros e que a canalha quer silenciar.
E si-
lenciaria se pudesse para que todos ficassem nivelados à altura da sua (quê?)


O problema é que no fundo, como se diz pelas ruas, 99% são 99%, as palavras, as
tintas, as músicas, não são todas dos bobos da côrte.
E há uma coisa a que se chama REVOLTA.

VICTOR SILVA BARROS

Está representado em colecções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Holanda, Suíça, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos e Rússia.

Individualmente apresentou mostras nos Museus de Ovar, Albano Sardoeira, Amarante, Martins Sarmento, Guimarães, Ramón Maria Aller, Lalin, e nas Galerias Picasso e 1990 d.c., Viana do Castelo, Árvore, Porto, Primeiro de Janeiro, Porto e Coimbra, Capitel, Leiria, Turismo, Caldelas, Povoa de Varzim, Chaves, Aveiro, Casa da Cultura, Fafe, Horizonte, Figueira da Foz, Convés, Aveiro, Orfeu, Androx e Caixa Vigo, Diputación Provincial de Lugo, Casa da Cultura de Orense, Centro Unesco, Porto, …
Em 1991, o Museu dos Biscaínhos de Braga dedica-lhe uma retrospectiva da obra dos anos 80.


Colectivamente participa em mostras em Viana do Castelo, Porto, Lisboa, Aveiro, Vila Nova de Famalicão, Ibiza, Bilbao, Burgos, Vigo, Santander, Valladolid, Madrid, Monte-Carlo, Tóquio, Okinawa, nara, fukuoka, Iangeac, Brioude, Rion, Chatel-Guyon, Puy-en Velay, Paris, Quebec, etc., salientando-se:

1981: “Inaugural Exhibition of the Japan International Artists Society”, Art Museum, Tóquio, “XV e XVII Grand Prix International d’Art Contemporain”, Monte-Carlo, “Biennale International Quebec/France”, Galerie Anima G, Quebec, “Ibizagrafic 74”, Museo de Arte Contemporaneo de Ibiza, “El Colectivo Androx”, Galeria Arlazon, Burgos e Galeria Millares, Madrid, “Salão dos Independentes, Paris, “Exposition International de Paris”, Galerie de Nesle, Paris, “IX Hall aux Toiles” Mairie du VI arrondissement, Paris, “I e II Exposições Colectivas da Cooperativa àrvore”, Porto, “Biennale International d’Auvergne”, Chatel-Guyon, “Arte Nuevo – Años 90”, Centro Cultural Galileo, Madrid, “II Prémio de Pintura Eixo Atlântico, “Casa das Artes, Vigo – itenerante Portugal, Galiza.

Entre 1968 e 1977 colabora em vários jornais nacionais com contos, poesia, textos teóricos e crítica de arte e trabalha igualmente como redactor nos jornais “República” e “Página Um”.

Foi co-fundador e director técnico das galerias Picasso e 1990 d.c. de Viana do Castelo e integrou júris de premiação da I a II Trienal Latina (Viana do Castelo e Puy-en-Velay.

Integrou os Colectivos “Androx” (Galiza) e 1990 d.c., de que foi coordenador.

Em 1988 publica “On Road”, colecção de textos de sua autoria inseridos em catálogos entre 1969 e 1988.


EXPOSIÇÕES RECENTES
2011
INDIVIDUAIS
Auditório Municipal
Vila do Conde
“Pequenos Formatos e duas ou três Coisas Mais”
Arte do Tempo, Viana do Castelo
“Coisas no Vento”
Galeria de Exposições Temporárias
Museu Municipal, Resende
Biblioteca Municipal
Felgueiras
COLECTIVAS
Irene Costa - Victor Silva Barros
Galeria Municipal - Caminhense
Caminha
2ºs Encontros Internacionais de Arte ao redor do Touro
Centro Cultural, Sousel
“D’Art-Vez 2011”
Casa das Artes, Arcos de Valdevez
Salão Internacional de Artes Plásticas do Alto Alentejo
Centro Cultural, Sousel